quarta-feira, 12 de julho de 2017

Projeto Biomas é referência para instalação de Unidades de Referência Tecnológica no Nordeste

O sistema CNA e a Embrapa Ovinos e Caprinos planejam parceria para instalar 12 unidades de referência tecnológica no campo, onde serão conduzidos experimentos para identificação das melhores variedades forrageiras, sejam graminhas ou leguminosas, que se adaptam melhor  as condições de seca no semiárido.
Na última semana, os parceiros estiveram reunidos na sede do Sistema CNA/SENAR, em Brasília, para debater sobre a concepção e o planejamento do projeto para os próximos dois anos. Durante a reunião, diversos conceitos empregados pelo Projeto Biomas foram utilizados como referência para a instalação das Unidades de Referência Tecnológica no Nordeste. 
"A parceria tem muitas semelhanças com o Projeto Biomas. Ambos envolvem pesquisas práticas, desenvolvidas em unidades descentralizadas localizadas em propriedades situadas em distintos estados do país. Esperamos utilizar a expertise adquirida nos últimos 7 anos de projeto biomas para colaborar com a instalação das unidades de referência tecnológica", explica Cláudia Rabello, coordenadora executiva do Projeto Biomas na CNA.
Unidades de Referência Tecnológica 
As URTs são Unidades de Seleção, Adaptação e Desenvolvimento de plantas forrageiras tolerantes à seca e seu uso racional no semiárido brasileiro.
A pesquisa desenvolvida nestas unidades ajudarão produtores rurais a buscar soluções economicamente viáveis para conviver com a seca e melhorar a produção no nordeste
Sobre o Projeto Biomas
Lançado em 2010, o Projeto Biomas é fruto de uma parceria entre a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), com a participação de mais de quatrocentos pesquisadores e professores de diferentes instituições, em um prazo de nove anos. Os estudos estão sendo desenvolvidos nos seis biomas brasileiros para viabilizar soluções com árvores para a proteção, recuperação e o uso sustentável de propriedades rurais nos diferentes biomas.
O Projeto Biomas conta com o apoio do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR), do Serviço Brasileiro de Apoio à Pequena e Média Empresa (SEBRAE), da Monsanto, John Deere e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).


Postado por: Giovana M. de Araújo

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Pampa gaúcho é o segundo bioma mais desmatado no Brasil

Percentual de desmatamento nos campos do sul é de 54%.
Mata Atlântica tem apenas 12% da área total preservada.

 Presente em território brasileiro apenas no Rio Grande do Sul, o pampa é o segundo bioma com maior índice de desmatamento no país. Fica atrás apenas da Mata Atlântica, que tem apenas 12% da área total preservada. Dados de 2009, anunciados nesta segunda-feira (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística em razão da Rio+20, revelam um percentual de desmatamento de 54% na área do pampa.

 Uma das principais causas do risco ambiental sofrido pelo pampa é a invasão da monocultura do eucalipto e a instalação de barragens visando à ampliação das áreas de arroz irrigado. O pampa é o único bioma do país que fica apenas em um estado.

 Os campos do Sul são seguidos pelo Cerrado que, em 2010, fora desmatado em 49%. Na Caatinga, até 2009, eram 46%, cabendo o menor valor relativo ao Pantanal, com 15%.

 O número de focos de desmatamento detectados pelos satélites caiu quase 50% em 2011 em relação a 2010. Desde 2004 ocorre queda no desflorestamento da Amazônia. A área desflorestada anualmente caiu de mais de 25.000 Km² para menos de 10.000 Km² atualmente. Mesmo com a redução, a área desflorestada se aproxima hoje dos 20% da área florestal original da Amazônia.

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Projeto Biomas, da CNA e Embrapa, capacita técnicos do INCRA no Paraná

Os resultados de experimentos realizados pelos pesquisadores do Projeto Biomas serão transmitidos aos técnicos do INCRA, no Paraná, em aulas que acontecem agora, de março a junho deste ano.
O curso, intitulado  “Capacitação continuada em solos do Paraná: potencialidades e fragilidades ambientais”, será realizado em 4 módulos, onde serão abordados os seguintes temas:
1)  Natureza interativa/consecutiva: análise de solos com ênfase em suas funcionalidades e distribuição na paisagem;
2)  Diagnóstico da Propriedade rural: técnicos do INCRA aprenderão os processos que consideram a interação de solos, água e vegetação, e sua capacidade de produção e necessidade de preservação;
3) Planejamento das Propriedades rurais: considerações sobre a interação de solo, água e vegetação para alocação de Área de Preservação Permanente (APP) e de Reserva Legal (ARL); e
4) Recuperação de APPs e Nascentes de rios.
O curso será ministrado pelos pesquisadores da Embrapa Florestas, Dra. Annete Bonnet e Dr. Gustavo Ribas Curcio. “Abordaremos também o uso de Áreas de Reserva Legal com proposição de modelos de espécies arbóreas para alcançar a pluralidade da propriedade rural”, conta Dr. Gustavo Curcio.
Sobre o Projeto Biomas
O Projeto Biomas é resultado da cooperação técnica/administrativa entre EMBRAPA -  Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária e CNA - Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil. Conta com o apoio do BNDES (Banco Nacional para o Desenvolvimento Econômico e Social) e o patrocínio da JOHN DEER, SENAR, SEBRAE e MONSANTO.
Este projeto tem como objetivo identificar formas sustentáveis para viabilizar a introdução da árvore na propriedade rural brasileira considerando seus sistemas produtivos e de preservação.
Coordenação de Comunicação Digital da CNA, com Embrapa Florestas

(61) 2109-1382

www.canaldoprodutor.com.br

www.projetobiomas.com.br

ProjetoBioma

Postado  por: Ygor I. Mendes

Globo Rural.
Assista ao vídeo através deste link: https://globoplay.globo.com/v/5009587/ 

Postado por: Ygor I. Mendes

sábado, 4 de julho de 2015

Vídeo do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade no Painel do Paim


O Instituto

altO Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade é uma autarquia em regime especial. Criado dia 28 de agosto de 2007, pela Lei 11.516, o ICMBio é vinculado ao Ministério do Meio Ambiente e integra o Sistema Nacional do Meio Ambiente (Sisnama).
Cabe ao Instituto executar as ações do Sistema Nacional de Unidades de Conservação, podendo propor, implantar, gerir, proteger, fiscalizar e monitorar as UCs instituídas pela União.
Cabe a ele ainda fomentar e executar programas de pesquisa, proteção, preservação e conservação da biodiversidade e exercer o poder de polícia ambiental para a proteção das Unidades de Conservação federais.
Saiba o que o Instituto Chico Mendes tem feito para preservar nosso patrimônio natural, assista NOSSO VIDEO.

Acesse o Vídeo do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade >

 https://www.youtube.com/watch?v=SEFwGcJYbbg

sábado, 20 de junho de 2015

SITE DA TV PORTAL DO PANTANAL 
(MEIO AMBIENTE - BIODIVERSIDADE - EDUCAÇÃO - SAÚDE - SUSTENTABILIDADE)





CLIQUE:
http://tvportaldopantanal.com.br/

SITE DA TV PORTAL DO PANTANAL, NO AR! 
(FOCALIZADO NO MEIO AMBIENTE, NA EDUCAÇÃO E NA SAÚDE)  FIQUE EM DIA COM OS PROBLEMAS E SOLUÇÕES AMBIENTAIS)
 
 

LEIA A ÙLTIMA EDIÇÃO DOS PRINCIPAIS
JORNAIS DO PAÍS  



CLIQUE NO SEGUINTE LINK:

http://midiainternacional.blogspot.com.br/ 



ACESSE, TAMBÉM, NOSSO SITE

http://www.edsonpaim.com.br/

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Pampa

Folder Pampa - Conhecimentos e Descobertas frente e verso
O Pampa está restrito ao estado do Rio Grande do Sul, onde ocupa uma área de 176.496 km² (IBGE, 2004). Isto corresponde a 63% do território estadual e a 2,07% do território brasileiro. As paisagens naturais do Pampa são variadas, de serras a planícies, de morros rupestres a coxilhas. O bioma exibe um imenso patrimônio cultural associado à biodiversidade. As paisagens naturais do Pampa se caracterizam pelo predomínio dos campos nativos, mas há também a presença de matas ciliares, matas de encosta, matas de pau-ferro, formações arbustivas, butiazais, banhados, afloramentos rochosos, etc.
Por ser um conjunto de ecossistemas muito antigos, o Pampa apresenta flora e fauna próprias e grande biodiversidade, ainda não completamente descrita pela ciência. Estimativas indicam valores em torno de 3000 espécies de plantas, com notável diversidade de gramíneas, são mais de 450 espécies (campim-forquilha, grama-tapete, flechilhas, brabas-de-bode, cabelos de-porco, dentre outras). Nas áreas de campo natural, também se destacam as espécies de compostas e de leguminosas (150 espécies) como a babosa-do-campo, o amendoim-nativo e o trevo-nativo. Nas áreas de afloramentos rochosos podem ser encontradas muitas espécies de cactáceas. Entre as várias espécies vegetais típicas do Pampa vale destacar o Algarrobo (Prosopis algorobilla) e o Nhandavaí (Acacia farnesiana) arbusto cujos remanescentes podem ser encontrados apenas no Parque Estadual do Espinilho, no município de Barra do Quaraí.
A fauna é expressiva, com quase 500 espécies de aves, dentre elas a ema (Rhea americana), o perdigão (Rynchotus rufescens), a perdiz (Nothura maculosa), o quer-quero (Vanellus chilensis), o caminheiro-de-espora (Anthus correndera), o joão-de-barro (Furnarius rufus), o sabiá-do-campo (Mimus saturninus) e o pica-pau do campo (Colaptes campestres). Também ocorrem mais de 100 espécies de mamíferos terrestres, incluindo o veado-campeiro (Ozotoceros bezoarticus), o graxaim (Pseudalopex gymnocercus), o zorrilho (Conepatus chinga), o furão (Galictis cuja), o tatu-mulita (Dasypus hybridus), o preá (Cavia aperea) e várias espécies de tuco-tucos (Ctenomys sp). O Pampa abriga um ecossistema muito rico, com muitas espécies endêmicas tais como: Tuco-tuco (Ctenomys flamarioni), o beija-flor-de-barba-azul (Heliomaster furcifer); o sapinho-de-barriga-vermelha (Melanophryniscus atroluteus) e algumas ameaçadas de extinção tais como: o veado campeiro (Ozotocerus bezoarticus), o cervo-do-pantanal (Blastocerus dichotomus), o caboclinho-de-barriga-verde (Sporophila hypoxantha) e o picapauzinho-chorão (Picoides mixtus) (Brasil, 2003).
Trata-se de um patrimônio natural, genético e cultural de importância nacional e global. Também é no Pampa que fica a maior parte do aquífero Guarani.
Desde a colonização ibérica, a pecuária extensiva sobre os campos nativos tem sido a principal atividade econômica da região. Além de proporcionar resultados econômicos importantes, tem permitido a conservação dos campos e ensejado o desenvolvimento de uma cultura mestiça singular, de caráter transnacional representada pela figura do gaúcho.
A progressiva introdução e expansão das monoculturas e das pastagens com espécies exóticas têm levado a uma rápida degradação e descaracterização das paisagens naturais do Pampa. Estimativas de perda de hábitat dão conta de que em 2002 restavam 41,32% e em 2008 restavam apenas 36,03% da vegetação nativa do bioma Pampa (CSR/IBAMA, 2010).
A perda de biodiversidade compromete o potencial de desenvolvimento sustentável da região, seja perda de espécies de valor forrageiro, alimentar, ornamental e medicinal, seja pelo comprometimento dos serviços ambientais proporcionados pela vegetação campestre, como o controle da erosão do solo e o sequestro de carbono que atenua as mudanças climáticas, por exemplo.
Em relação às áreas naturais protegidas no Brasil o Pampa é o bioma que menor tem representatividade no Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), representando apenas 0,4% da área continental brasileira protegida por unidades de conservação. A Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), da qual o Brasil é signatário, em suas metas para 2020, prevê a proteção de pelo menos 17% de áreas terrestres representativas da heterogeneidade de cada bioma.
As “Áreas Prioritárias para Conservação, Uso Sustentável e Repartição de Benefícios da Biodiversidade Brasileira”, atualizadas em 2007, resultaram na identificação de 105 áreas do bioma Pampa, destas, 41 (um total de 34.292 km2) foram consideradas de importância biológica extremamente alta.
Estes números contrastam com apenas 3,3% de proteção em unidades de conservação (2,4% de uso sustentável e 0,9% de proteção integral), com grande lacuna de representação das principais fisionomias de vegetação nativa e de espécies ameaçadas de extinção da fauna e da flora. A criação de unidades de conservação, a recuperação de áreas degradadas e a criação de mosaicos e corredores ecológicos foram identificadas como as ações prioritárias para a conservação, juntamente com a fiscalização e educação ambiental.
O fomento às atividades econômicas de uso sustentável é outro elemento essencial para assegurar a conservação do Pampa. A diversificação da produção rural a valorização da pecuária com manejo do campo nativo, juntamente com o planejamento regional, o zoneamento ecológico-econômico e o respeito aos limites ecossistêmicos são o caminho para assegurar a conservação da biodiversidade e o desenvolvimento econômico e social.
O Pampa é uma das áreas de campos temperados mais importantes do planeta.
Cerca de 25% da superfície terrestre abrange regiões cuja fisionomia se caracteriza pela cobertura vegetal como predomínio dos campos – no entanto, estes ecossistemas estão entre os menos protegidos em todo o planeta.
Na América do Sul, os campos e pampas se estendem por uma área de aproximadamente 750 mil km2, compartilhada por Brasil, Uruguai e Argentina.
 No Brasil, o bioma Pampa está restrito ao Rio Grande do Sul, onde ocupa 178.243 km2 – o que corresponde a 63% do território estadual e a 2,07% do território nacional.
O bioma exibe um imenso patrimônio cultural associado à biodiversidade. Em sua paisagem predominam os campos, entremeados por capões de mata, matas ciliares e banhados.
A estrutura da vegetação dos campos – se comparada à das florestas e das savanas – é mais simples e menos exuberante, mas não menos relevante do ponto de vista da biodiversidade e dos serviços ambientais. Ao contrário: os campos têm uma importante contribuição no sequestro de carbono e no controle da erosão, além de serem fonte de variabilidade genética para diversas espécies que estão na base de nossa cadeia alimentar.


  • Pampa - Ministério do Meio Ambiente

    www.mma.gov.br/biomas/pampa
    O bioma exibe um imenso patrimônio cultural associado à biodiversidade. As paisagens naturais do Pampa se caracterizam pelo predomínio dos campos  ...